A Enel registrou ganhos mais altos no primeiro trimestre de 2026, já que suas operações na Espanha e na América Latina compensaram margens mais baixas na Itália. A empresa de energia com sede em Roma informou que o lucro líquido – uma medida de rentabilidade amplamente observada – cresceu 3,9% em relação ao ano anterior, para 1,94 bilhão de euros nos três meses até o final de março.
Enquanto isso, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) aumentou 3,6%, para 6 bilhões de euros.
A receita caiu 6,7%, para 20,59 bilhões de euros, devido a menores vendas de eletricidade na Itália, preços médios mais baixos para os clientes e menores volumes negociados no mercado atacadista. Analistas consultados pela FactSet esperavam uma receita maior, em 22,7 bilhões de euros.
Para o ano, a Enel disse que continua a esperar um lucro líquido entre 7,1 bilhões de euros e 7,3 bilhões de euros e um Ebitda entre 23,1 bilhões de euros e 23,6 bilhões de euros.
Prazo para caducidade da concessão em SP está correndo
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou via ofício que o prazo limite para a Enel São Paulo encaminhar sua defesa contra a caducidade contratual é no dia 13 de maio. Também foi comunicado que não houve efeito suspensivo para esta data, após pedido de reconsideração apresentado pela empresa.
O recurso da Enel São Paulo contra a decisão que instaurou processo para analisar a eventual extinção do contrato ainda será votado em plenário.
O diretor Fernando Mosna foi sorteado como relator. É o mesmo diretor alvo de um processo judicial movido pelo grupo Enel, que pediu indenização por supostos danos morais.
Como o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) mostrou, a Enel São Paulo tentou reverter o andamento do processo que pode culminar na caducidade da concessão da distribuidora.
No pedido, a empresa sustentou que houve “erro material no núcleo metodológico” do voto que embasou a decisão de abertura do processo de caducidade. Para a empresa, isso deveria levar à anulação ou “reforma” da deliberação.
Passado o prazo de 13 de maio, os argumentos serão analisados e, após esses trâmites e eventuais novas diligências, o processo que avalia a caducidade do contrato será votado pela diretoria colegiada. Ainda não é possível cravar data para a votação.
