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Se os leitores se escandalizam com a Aneel Tour, o que dizer sobre a EPE Tour?

Maurício Corrêa, de Brasília —

Se vocês, caros leitores do site “Paranoá Energia”, vivem escandalizados com os detalhes das viagens promovidas pela Aneel Tour, ainda não viram nada. Vão se arrepiar é agora, com a gastança em viagens feitas pelos empregados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). A EPE Tour põe no bolso, com facilidade, a Aneel Tour e mostra que não apenas o Ministério de Minas e Energia, mas, também, os órgãos federais de controle precisam olhar com mais atenção para essa brecha que drena recursos públicos.

Segundo apurado pelo “Paranoá Energia”, em maio e junho próximos, a EPE vai mandar ao exterior 08 empregados graduados. Não se deixe enganar, pois é isto mesmo que foi lido: 08 empregados da EPE estão autorizados a viajar (todos com ônus, ou seja, com as despesas cobertas pela EPE) a Houston, no Texas; e Frankfurt, na Alemanha.

Os felizardos viajantes por conta da EPE são:

Para Houston, período de 1º a 09 de maio, participação na Offshore Technology Conference;

  1. Heloísa Borges Bastos Esteves, diretora de Petróleo, Gás e Biocombustíveis;
  2. Aline Maria dos Santos, assessora da diretoria;
  3. Marcos Frederico Farias de Souza, superintendente de Petróleo e Gás Natural;
  4. Marcelo Castello Branco Cavalcanti, superintendente-adjunto da Superintendência de Derivados de Petróleo e Biocombustíveis;
  5. Regina Freitas Fernandes, consultora técnica;
  6. Rafael Barros Araújo, consultor técnico.

Além de Houston, nos Estados Unidos, o avião da alegria da EPE vai mandar dois empregados de alto coturno para Frankfurt, na Alemanha, durante o período de 20 a 28 de junho próximo, para participar do Advanced Motor Fuels ExCo 71 Meeting of the Executive Committee.

Frankfurt é uma cidade super-sem graça, mas uma semaninha aproveitando o verão europeu, com tudo pago pelo Governo brasileiro, não é má ideia. Até este idoso editor, que é um completo idiota, gostaria de estar nessa boca livre.

Os felizes viajantes da EPE para a Alemanha são:

  1. Angela Oliveira da Costa, superintendente de Derivados de Petróleo e Biocombustíveis;
  2. Rachel Martins Henriques, consultora técnica.

O editor do site Paranoá Energia confessa que fica até meio constrangido em mencionar estes fatos aqui, pois este não é um site sobre viagens. Infelizmente, o que se vê nas áreas institucionais vinculadas ao MME é um total descalabro. Tem alguém roubando? Com certeza, não. Mas sob o olhar risonho do ministro Alexandre Silveira está uma barbaridade. Todo mundo viajando para o exterior. Parece até fim de festa.

O site não tem poder de polícia. Pode apenas noticiar o que está acontecendo. Seria interessante que os órgãos de controle, a quem cabe a tarefa de ver esses exageros, investiguem e se for o caso punam os responsáveis por esse festival de gastança do dinheiro público.

Um ministro de Estado não tem a obrigação de ficar controlando viagens no Ministério. Não tem nem tempo para espirrar, muito menos para fiscalizar o que fazem os funcionários. Mas é para isso que a administração é descentralizada e o ministro conta com um secretário-executivo. Este, sim, tem a obrigação de conduzir a equipe na rédea curta e impedir que esses exageros aconteçam. Se não está fazendo isso, não é um bom secretário-executivo.

Ainda mais a EPE, que nem é uma autarquia e, sim, uma empresa pública, que pertence 100% à União. O site não fez a conta, mas é possível imaginar quanto custarão todas essas viagens, contando não apenas passagens, mas, também, hospedagem e diárias.

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