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Instituto Mauá confirma viabilidade técnica para gasolina com 30% de etanol

O Instituto Mauá de Tecnologia (MAUÁ) confirmou nesta segunda-feira, 17, a viabilidade técnica para a mistura de 30% de etanol anidro na gasolina. O protocolo de testes havia sido aprovado no fim de 2024 pelo grupo de acompanhamento coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME). A técnica Luana Camargo apresentou os pontos gerais do estudo.

Foram avaliados fatores como dirigibilidade, desempenho e emissões, com ensaios em 16 veículos e 13 motocicletas.

Na análise, não foram observados diferenças no comportamento dos veículos “que sejam justificadas pela alteração de combustível e/ou afetará a percepção de dirigibilidade do motorista”, disse a representante do Instituto.

Por outro lado, várias motocicletas apresentaram dificuldades na partida a frio, que é o processo de ligar um veículo em condições de baixa temperatura ambiente, quando o motor está frio.

“Entende-se que as diferenças encontradas nos testes realizados não são empecilhos para a adoção do E30”, apontou o Instituto Mauá.

Silveira promete levar proposta ao CNPE

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta segunda-feira, 17, que ainda em 2025 será levada ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) a proposta de adoção do E30 – mistura de 30% de etanol anidro na gasolina.

O protocolo de testes para avaliar a viabilidade técnica do aumento da mistura foi aprovado no fim do ano passado.

Os testes foram conduzidos pelo Instituto Mauá de Tecnologia (IMT) entre janeiro e fevereiro de 2025.

“Os testes confirmaram que o E30 é viável tecnicamente, é seguro para nossa frota de duas e quatro rodas”, declarou o ministro. “E30 não prejudica o desempenho dos veículos, pelo contrário”, disse.

Atualmente, o teor de mistura de etanol anidro à gasolina é de 27%. O CNPE já pode decidir, com a comprovação da viabilidade técnica.

O aumento da mistura de etanol anidro à gasolina para 30% busca ampliar “os benefícios ambientais e econômicos, como a redução das emissões de gases de efeito estufa e a diminuição da dependência de importações de gasolina”, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME).

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