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Desilusão com MME é pesada

Maurício Corrêa, de Brasília —

Nesta sexta-feira, 29 de dezembro, um influente executivo do setor elétrico ligou para o editor deste site não apenas para desejar Feliz Ano Novo, mas, também, para reclamar que 2017 chegou ao fim e o MME não conseguiu entregar nada daquilo que prometeu nos últimos meses: proposta de privatização da Eletrobras, novo modelo do setor elétrico, ampliação do mercado livre e uma solução para o risco hidrológico.

Na visão do executivo, o MME realmente perdeu o “timing” no processo de tomada dessas decisões. E lembrou que o próprio mercado havia encaminhado bem um projeto de novo modelo, que acabou sendo detonado pelo MME. Houve muita conversa, mas a proposta do governo, que ia substituir a do mercado, até hoje não deu as caras.

Também foi lembrado que a ampliação do mercado livre, que é aparentemente do desejo de expressiva maioria do setor elétrico, não saiu. E muito menos a tão sonhada solução para o problema do GSF, para a qual o MME sofreu o impacto do fogo amigo vindo da área econômica do governo.

“É verdade que temos tido muito diálogo desde que o atual governo começou, em 2016. Ninguém pode negar. Mas governar não é só conversar. É conversar, sim, e também colocar propostas concretas na mesa. É resolver problemas. Daqui a pouco o ministro vai sair, para se desincompatibilizar com vistas à próxima eleição, e teremos mais meses e meses de gestão de um ministro-tampão, sem força política para alterar o que quer que seja. Não quero ser demasiadamente pessimista, mas o jeito é esquecer 2018 e ver o que será possível fazer em 2019, com as forças políticas que emergirão da nova eleição”, reconheceu o dirigente.

 

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