Da Redação, de Brasília (com apoio da Neoenergia) —
O calor intenso registrado no Distrito Federal nos últimos dois meses já impacta diretamente o consumo de energia elétrica dos brasilienses. Com o fechamento do faturamento de setembro, até o dia 30, o consumo médio ficou 25% acima do registrado em agosto, segundo os dados divulgados pela concessionária Neoenergia DF.
O aumento está relacionado principalmente ao maior uso de equipamentos de refrigeração, como ar-condicionado, ventiladores e geladeiras. Em dias mais quentes, esses aparelhos precisam trabalhar por mais tempo para manter a temperatura desejada, o que eleva o consumo de energia mesmo sem mudanças nos hábitos dos consumidores.
O cenário coincide com o calor recorde registrado na capital. Em 28 de setembro, Brasília atingiu 35,5°C, a maior temperatura já registrada para o mês desde o início da série histórica do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Agosto também apresentou consumo acima da média em função das altas temperaturas. Por isso, a diferença em relação a meses mais amenos, como maio, junho e julho, pode ser ainda mais significativa.
O Inmet aponta para outubro temperaturas 2 ºC acima da média histórica e volumes de chuva abaixo do esperado.
O aumento da demanda por energia não ocorre apenas no Distrito Federal. Dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) mostram que a carga média das regiões Centro-Oestee Sudeste passou de 40.911 MW, em julho, para 44.281 MW em setembro, uma alta próxima de 9%.
“Em períodos de temperaturas elevadas, os equipamentos de refrigeração precisam trabalhar mais para manter a temperatura desejada, o que pode refletir no consumo deenergia. Por isso, adotar medidas simples, como regular adequadamente a temperatura e evitar desperdícios, é fundamental para manter o consumo sob controle”, orienta Gustavo Santos, superintendente Comercial da Neoenergia Brasília.
Como entender o aumento do consumo
Para avaliar uma eventual alta na fatura devido ao consumo elevado, a Neoenergia Brasília orienta os consumidores a observar não apenas o valor total da conta, mas tambémo consumo em quilowatt-hora (kWh), que pode ser comparado no histórico disponível na própria fatura.
Outro fator importante é o número de dias faturados. Conforme a regulamentação da Aneel, o ciclo de leitura normal pode variar entre 27 e 33 dias. Quanto maior o período faturado, maior tende a ser o consumo registrado na conta.
Por isso, para fazer um comparativo, é importante analisar três informações: valor da conta, consumo em kWh e quantidade de dias faturados.
Os clientes também podem acompanhar a evolução do consumo pelo medidor de energia. Vale lembrar que a leitura impressa na fatura corresponde à data em que o equipamento foi lido. Portanto, é natural que o número do medidor esteja maior se a consulta for realizada alguns dias depois.
Bandeira verde e dicas para economizar
Em outubro, a conta de energia terá bandeira verde, sem cobrança adicional de bandeira tarifária. A medida, segundo a concessionária, porém, não significa necessariamente uma conta menor, já que o valor final continua relacionado ao consumo de energia.
Para reduzir o consumo, a Neoenergia Brasília recomenda manter o ar-condicionado entre 23°C e 25°C, fechar portas e janelas durante o uso e limpar os filtros regularmente; utilizar o chuveiro na posição “verão”; verificar a vedação da geladeira; aproveitar a iluminação natural e desligar aparelhos e luzes de ambientes desocupados.