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A Aneel Tour banca as despesas de viagem de 2 servidoras à Itália. Sem comentários

Maurício Corrêa, de Brasília —

A turma da Aneel continua viajando. Pouco importa se o País está pegando fogo com uma eleição nos próximos dias ou que os ministros do STF estejam praticando boas sessões de lavagem de roupa suja. Não tem essa com o pessoal da Aneel, não: o negócio deles chama-se viagens internacionais pagas com o dinheiro dos contribuintes. O meu, o seu, o nosso dinheiro.

Agora, o DOU publicou as portarias assinadas pelo viajante-geral, digo, pelo diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, dando conta da autorização de viagem à Itália, com os custos naturalmente pagos pela Aneel Tour, de duas servidoras: Larissa Mamed Bomfim Brandini e Luciana Peixoto Gonçalves de Oliveira. São as felizardas da vez. No período de 17 a 25 de outubro, elas oficialmente participarão de um evento denominado “Applied Regulatory Impact Assessment (RIA) Training for Professionals”.

Vale lembrar que, na maior cara de pau, a Aneel disse para o ONS que não tinha dinheiro para custear as despesas de seus técnicos para uma operação conjunta visando à Copa do Mundo Feminina de 2027.

Se você, caro leitor, não entendeu patavina, não se preocupe. Este idoso editor também não entendeu. Mas os sábios dirigentes da Aneel com certeza entenderam e sem dar qualquer bola para a opinião pública aprovaram mais esta viagem internacional de servidores da Aneel, com recursos públicos.

Esses diretores da Aneel há muito tempo estão desconectados da realidade, todo mundo sabe. Além do mais, têm perfeita certeza que nunca vai acontecer nada com eles por autorizarem essas viagens absolutamente desnecessárias.

A esperança deste editor é que um dia surja alguém acima deles, que ordene uma investigação nas contas da Aneel e descubra a forma como se gasta na agência. Não é corrupção, mas é uma imoralidade, da qual se beneficiam diretores e servidores. Todo mundo na Aneel defendendo o sagrado direito de viajar com as despesas pagas pelos contribuintes.