Política Energética, Regulação, Setor Elétrico, Gás Natural, Energias Alternativas, Empresas e Negócios

Instituto Pensar Energia propõe um novo RE-SEB

Maurício Corrêa, de Brasília —

A realização de eleições gerais é sempre uma oportunidade para se pensar o Brasil em todas as áreas. Os candidatos apresentam as suas propostas, cada uma às vezes mais mirabolante do que a outra e chegam ao extremo de também sequer formular alguma ideia e no processo eleitoral se perdem totalmente. Mas infelizmente existem muitos eleitores que “compram” qualquer droga que lhe ofereçam. O processo eleitoral, enfim, é sempre caótico e muito misterioso.

Em contraponto, às vezes surgem ideias concretas, lastreadas na realidade, que oferecem um diagnóstico seguro para que os futuros governantes possam atuar com objetividade e corrigir eventuais problemas em benefício do País. Depende apenas da iniciativa política tirar as ideias do papel e transformar em realidade.

Um desses diagnósticos sobre o setor elétrico acaba de ser anunciado. Trata-se do documento “Uma proposta de modelo eficiente, flexível e sustentável”, produzido pelo Instituto Pensar Energia, tendo como consultores quatro renomados especialistas, que dispensam apresentações. O documento é assinado por Edvaldo Santana, Jerson Kelman, Luiz Maurer e Marcelo Guaranys.

A proposta vasculhou o setor elétrico brasileiro por inteiro. E ao longo de suas 77 páginas apresenta uma conclusão inevitável: o SEB precisa de uma nova reforma. Nos últimos anos, sucessivos Governos optaram por fatiar as decisões que precisam ser tomadas, sem uma visão do todo. O que naturalmente prejudica os resultados. E o resultado é lastimável: o Brasil tem hoje um sistema elétrico capenga, remendado, que se arrasta por aí em busca de uma solução estruturante.

O estudo formulado pelo Instituto Pensar Energia faz o contrário. Pensa o setor elétrico brasileiro como um todo e no final conclui que o Brasil precisa de uma espécie de novo RE-SEB.

“Existe, há um bom tempo, o consenso quanto à urgência de uma ampla reforma. Menciona-se com frequência que é necessário um “Novo RE-SEB”, alusão feita à última grande reforma do setor, realizada em 1997, a qual colocou os alicerces dos modelos regulatório, institucional e comercial hoje existentes.

O modelo desenhado em 1997 e aperfeiçoado em 2003 já ficou obsoleto. Houve grandes evoluções no setor elétrico brasileiro e internacional. Nesse período de 20-25 anos, foram introduzidas novas tecnologias no mundo e no Brasil, tais como energia eólica e solar, trazendo seus próprios desafios operacionais”, assinala a proposta do Instituto Pensar Energia.

O documento foi produzido entre os meses de setembro de 2025 e agosto de 2026 pelo Instituto Pensar Energia, um think tank criado para promover o diálogo entre os diversos segmentos do setor energético brasileiro, com foco na segurança energética, na integração energética e na transição energética justa. Contou com a colaboração de consultores especializados em energia, com a equipe própria do Instituto e com a revisão gramatical por inteligência artificial.

O estudo foi financiado com recursos próprios do Instituto Pensar Energia, que foram acumulados ao longo dos últimos anos a partir das taxas de administração recebidas pelo Instituto na execução de projetos relacionados a temas como a reforma tributária e o mercado de carbono.

Posts Relacionados