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State Grid garante ao Governo que vai antecipar de 2030 para 2028 LT de 1,5 mil km do MA a GO

Da Redação, de Brasília (com apoio do MME) —

O projeto de transmissão Graça Aranha–Silvânia terá o início da operação antecipada de 2030 para março de 2028, garantindo mais 5 gigawatts (GW) de potência ao Sistema Interligado Nacional (SIN). O empreendimento teve o novo cronograma apresentado nesta quinta-feira, 16 de julho, pelo chairman da State Grid Brazil Holding, Sun Tao, ao ministro Alexandre Silveira no Ministério de Minas e Energia (MME).

A concessionária é a responsável pela implantação do projeto. Com aproximadamente 1.500 km de extensão, a linha de transmissão em corrente contínua de 800 kV ligará a subestação Graça Aranha, no Maranhão, à subestação Silvânia, em Goiás, passando pelo Tocantins.

O sistema permitirá ampliar o intercâmbio de energia entre as regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, reforçando a integração do SIN. A revisão representa uma antecipação de dois anos em relação ao prazo originalmente estabelecido no Contrato de Concessão no 01/2024, fruto do Leilão de Transmissão no 02/2023
da Agência Nacional de Energia Elétrica.

Durante o encontro entre a State Grid e o MME, também foram apresentadas atualizações sobre o andamento das obras, os principais marcos já concluídos e as próximas etapas para a implantação do sistema de transmissão.

Durante a reunião, o ministro Alexandre Silveira lembrou a importância estratégica do empreendimento para ampliar a capacidade de transmissão de energia e fortalecer a integração do SIN. “Estamos falando de um empreendimento com capacidade de transmissão de 5 GW, que vai ampliar o intercâmbio de energia entre as regiões do país, aumentar a flexibilidade operativa do SIN e permitir um melhor aproveitamento da geração
renovável produzida no Nordeste”, afirmou o ministro.

O empreendimento prevê investimento de aproximadamente R$ 20 bilhões. Segundo a State Grid, a infraestrutura ampliará a capacidade de escoamento da geração renovável produzida no Nordeste para os principais centros de carga do país, além de conectar o sistema às subestações de Presidente Dutra (MA), Teresina (PI), Samambaia (DF), Itumbiara (GO) e Emborcação (MG).

A nova infraestrutura será importante, também, para o primeiro leilão de sistemas de armazenamento por baterias, previsto para este ano. Enquanto a linha amplia a capacidade de escoamento da energia produzida, as baterias agregam flexibilidade ao sistema ao armazenar energia e disponibilizá-la nos momentos de maior necessidade.

No entendimento do MME, quando vistas em conjunto, essas soluções tornam a operação mais efetiva, aumentam a segurança do suprimento e contribuem para reduzir as restrições operativas que levam aos cortes de geração (curtailment) da geração renovável, permitindo um melhor aproveitamento da energia limpa produzida no país.

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