Da Redação, de Brasília (com apoio do ONS) —
O boletim do Programa Mensal de Operação (PMO) para a semana operativa entre os dias 27 de junho e 03 de julho, que traz as primeiras projeções para o segundo semestre, indica cenários prospectivos de avanço da demanda da carga no Sistema Interligado Nacional (SIN) e em três subsistemas. No SIN, a aceleração prevista é de 1,9% (77.737 MWmed).
No Nordeste, deve ser verificado aumento de 7,5% (13.382 MWmed); no Norte, 6,3% (8.563 MWmed); e no Sudeste/Centro-Oeste, 0,5% (42.299 MWmed). Já no Sul, é previsto recuo de 1,1% (13.493 MWmed). Os números são comparações entre julho de 2026 ante o verificado no mesmo período de 2025.
“O comportamento da carga é impactado por diferentes fatores e, apesar do início do inverno, ainda observamos um cenário de expansão na maior parte do país. Seguimos monitorando as projeções para este início do segundo semestre e acompanhando os cenários em tempo real. Nosso compromisso é garantir o atendimento à demanda de energia da sociedade, seguindo os critérios de segurança e confiabilidade do SIN”, explicou o diretor-geral do ONS, Marcio Rea.
Em relação à Energia Natural Afluente (ENA), o subsistema Sul é o único com previsão acima da Média de Longo Termo (MLT): 151%. Em seguida, vem o Sudeste/Centro-Oeste, com ENA em 96% da MLT; o Nordeste, com 64% da MLT; e o Norte, com estimativa de 63% da MLT.
Já os percentuais de Energia Armazenada (EAR), indicador que reflete o nível dos reservatórios, apontam o subsistema Norte com a maior projeção: 94,4%. Na sequência, vem a região Sul, com 87,0%; o Nordeste, com 82,9%; e o Sudeste/Centro-Oeste, com 65,8%.
O Custo Marginal de Operação (CMO) aparece com valores equivalentes no Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Nordeste: R$ 145,64. No Norte, a projeção é de CMO em R$ 313,04.