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Climatempo alerta para eventual chegada do El Niño, com riscos para o setor elétrico

Da Redação, de Brasília (com apoio da Climatempo) —

As queimadas que ocorrem no Brasil durante o período seco podem se intensificar caso o El Niño se confirme em 2026, aumentando o risco de impactos diretos na operação e na estabilidade do sistema de transmissão e distribuição de energia elétrica. O alerta é da Climatempo, uma empresa de consultoria meteorológica e previsão do tempo do Brasil e da América Latina.

Segundo a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), a probabilidade de instalação de um El Niño entre maio e julho já ultrapassa os 80%. O fenômeno ainda não está totalmente confirmado, mas os modelos climáticos indicam potencial para evolução forte ao longo da primavera.

“O El Niño está com previsão de formação para as próximas semanas e pode potencializar condições mais secas e quentes no Brasil central, interior do Nordeste e parte da Região Norte. Além disso, o fenômeno pode favorecer extremos de chuva na Região Sul”, observam os meteorologistas da Climatempo.

Os eventos tradicionalmente associados ao desenvolvimento do El Niño tendem a intensificar o calor, prolongar os períodos secos e reduzir os índices de umidade relativa do ar. Esse conjunto de fatores cria um ambiente favorável à rápida propagação do fogo, afetando especialmente áreas estratégicas das regiões Centro-Oeste e Sudeste, além de parte da Região Norte do País, com impacto direto sobre a infraestrutura de energia.

Vitor Hassan, head de Negócios da Climatempo, lembra que o histórico recente do setor elétrico nacional reforça a atenção necessária diante desse cenário. “Durante o ciclo do El Niño de 2023/2024, o setor de energia enfrentou forte pressão operacional, com aumento da demanda de consumo, maior necessidade de acionamento de usinas termelétricas e crescimento relevante de ocorrências associadas a incêndios e queimadas”, afirma.

As queimadas provocaram impactos importantes nas redes elétricas, elevando o número de desligamentos automáticos em diferentes regiões do País.

Mapeamento dos riscos operacionais

Para 2026, os meteorologistas da Climatempo apontam que o principal risco não está em um evento isolado, mas na combinação de fatores críticos — baixa umidade, ondas de calor, estiagem e ventos — atuando simultaneamente sobre o sistema elétrico.

Conforme Hassan, focos de fogo próximos a linhas de transmissão e distribuição podem provocar curtos-circuitos, interrupções no fornecimento e danos físicos à infraestrutura, comprometendo a confiabilidade do sistema integrado.

As ondas de calor também aumentam a demanda de energia, gerando picos de carga em um sistema mais vulnerável a falhas. A combinação desses eventos reduz a capacidade de resposta e amplia a exposição a ocorrências em momentos críticos de consumo.

Diante desse cenário, cresce a importância de ferramentas capazes de antecipar riscos e ampliar a capacidade de resposta das empresas do setor elétrico. Entre as soluções utilizadas pela Climatempo está o CT Merge Fire, tecnologia desenvolvida para monitoramento de queimadas a partir da integração de diferentes fontes de dados de satélite.

A solução reúne informações de múltiplos sensores para ampliar a cobertura e a precisão na detecção de focos de calor, reduzindo limitações comuns no monitoramento tradicional, como interferências causadas por nuvens ou falhas de cobertura de determinados satélites.

“Empresas mais preparadas deixaram de apenas acompanhar previsões tradicionais e passaram a incorporar inteligência climática diretamente às suas operações”, completa Hassan.

A Climatempo é uma reconhecida empresa de consultoria meteorológica e previsão do tempo do Brasil e da América Latina, oferecendo soluções personalizadas para diversos setores da economia. A empresa fornece previsões precisas e análises climáticas estratégicas para auxiliar na tomada de decisão em segmentos como energia, infraestrutura, agronegócio, setores públicos, entre outros.

Fundada em 1988, a Climatempo foi adquirida, em 2019, pela StormGeo, empresa sediada na Noruega, com presença em 26 países e 550 funcionários, e que, desde 2021, integra o grupo Alfa Laval, líder global no fornecimento de produtos nas áreas de transferência de calor, separação e manuseio de fluidos.

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