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Balanço da CCEE mostra que, após o primeiro impacto, migração para o ML se acomodou

Da Redação, de Brasília (com apoio da CCEE) —

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) concluiu a migração de 1.213 consumidores para o mercado livre de energia em abril de 2026. Do total, cerca de 75% entraram no segmento por meio da representação de um agente varejista, fornecedor que agiliza e simplifica o acesso ao ambiente e fica responsável pela gestão dos processos de compra e venda de energia para os seus clientes.

Após a acelerada expansão nos dois primeiros anos da abertura do segmento para toda a alta tensão, o ritmo de migrações passa por um período de acomodação. O volume de novos entrantes segue em patamares elevados na comparação com a média observada até 2023, mas em uma cadência mais equilibrada. 

No mercado livre, os consumidores podem escolher de quem comprar sua eletricidade, negociando diretamente condições como preço, prazo e o tipo de fonte que desejam adquirir. Já são mais de 90 mil empresas e pessoas físicas no Brasil que podem exercer esse direito à liberdade, que abre espaço para um gerenciamento mais eficiente de custos e reforça estratégias de sustentabilidade. 

“Com a abertura do mercado livre de energia para todos os consumidores a partir de 2027 e 2028, vamos alcançar um novo patamar de crescimento. Teremos milhões de potenciais interessados em acessar o ambiente e desenvolver uma nova relação com o seu consumo de energia. A CCEE vem adotando todas as ações necessárias para receber esses clientes com excelência e eficiência”, destaca Gerusa Côrtes, diretora de Operação de Mercado da Câmara de Comercialização. 

Para dar escala na gestão do futuro do segmento, a CCEE lançou em julho de 2025 um novo modelo simplificado de troca de informações entre agentes, que utiliza tecnologias de APIs (Interface de Programação de Aplicações) para tornar o acesso ao mercado livre cada vez mais rápido e fácil. A nova infraestrutura permite a substituição de operações manuais por uma conexão direta máquina a máquina, ampliando também a capacidade da Câmara de Comercialização de absorver o rápido crescimento do ambiente, garantindo, confiabilidade e escalabilidade nos serviços e soluções. 

Líderes em migração

Os setores de serviços e saneamento lideraram as adesões ao mercado livre no mês de abril. Na sequência, destaque para comércio e alimentos. Os números mostram a expansão do ambiente desde os pequenos e médios lojistas até estabelecimentos maiores, como supermercados, hospitais, farmácias e hotéis.

 São Paulo registrou 290 novas migrações para o mercado livre em abril. Logo em seguida, aparece no ranking o Ceará, com 192 migrações, demonstrando o interesse dos consumidores do Nordeste e a disseminação do ambiente para além do eixo Sudeste e Sul. Santa Catarina (96), Minas Gerais (95) e Paraná (70) completam a lista dos cinco estados com o maior volume de acessos ao ambiente.

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