Maurício Corrêa, de Brasília —
A propósito das notas sobre a Aneel Tour, que este site disponibiliza quase todos os dias, um leitor ponderou que talvez o “Paranoá Energia” esteja sendo injusto com os valentes servidores da agência reguladora do setor elétrico.
Seu comentário:
“É preciso reconhecer que quem está viajando faz um sacrifício danado pelo nosso País de viajar para terras inóspitas. Enfrenta fusos horários diferentes, hábitos alimentares estranhos, idioma que às vezes são praticamente desconhecidos fora do País de destino. Hungria, por exemplo. Ou a Finlândia ou o País Basco. Sem contar que pode ser uma pessoa dissimulada e não revela que morre de medo de avião. Quase se borra na hora de atravessar o Atlântico, mas aguenta firme todos aqueles solavancos de madrugada no meio do Atlântico.
Você está enfiado num hotel lá no fim do mundo, representando institucionalmente a sua agência reguladora. Aí tem uma dor de cabeça danada. Parafraseando a propaganda de um seguro de viagem: você sabe dizer paracetemol em húngaro? Pois é, existe muito problema para os viajantes. Não é essa boa vida que as notas da Aneel Tour dão a entender. Essas viagens são o mais puro sacrifício.
O/A viajante ainda tem alguns problemas, como a distância da madame/do maridão, dos filhos, da amada sogra. Imagine, da amada sogra. Além disso, são países que ainda podem estar sofrendo consequências da Segunda Guerra Mundial. Tem o problema do câmbio.
Tem tudo isso e mais alguma coisa e você só faz galhofa, como se tudo fosse uma brincadeira. Não leva nada a sério. Não consegue enxergar que o pessoal da Aneel Tour na verdade merece uma medalha de honra ao mérito, em vez de ser criticado.
O que eu acho pior, mesmo, é a sua ironia. Você se esconde atrás da ironia para criticar. Parece o demônio. Cuidado, meu caro. Se continuar nesse caminho, falando mal de todo mundo e apenas criticando quem merece ser aplaudido você acabará sendo eletrocutado pelo setor elétrico”.