Maurício Corrêa, de Brasília —
Realmente, não dá para insistir com o atual modelo do setor elétrico brasileiro. Estão completamente equivocados aqueles que se contentam com uma reforma cosmética, para não mexer muito, mantendo basicamente o que já existe hoje.
Este site teve acesso à relação de credores da última comercializadora que entrou com um pedido de recuperação judicial. São 774 credores, totalizando R$ 5,3 bi. Ou seja, na sequência, dois rombos de 1 bilhão de dólares, com diferença de um ou dois dias.
Então, manter o modelo, sabendo que vem mais um caminhão de comercializadores por aí, na fila para entrar com pedido de recuperação judicial, desculpem este idoso editor. Não dá. O modelo faliu e está na hora de mudar.
Como dizia um presidente da República, duela a quién duela.