Maurício Corrêa, de Brasília —
Após a leitura da manchete deste domingo do site “Paranoá Energia” (“Crise no mercado livre de energia leva comercializadoras ao divã”) um conhecido consultor fez o seguinte comentário para este editor:
“Esse é o cenário. Acabou a época dos gatos gordos na comercialização. Mas ainda tem bastante espaço para quem está bem estruturado e conhece bem a dinâmica de gestão de riscos. O jogo (daqui para a frente) não será para amadores”.
Para quem não conhece a expressão, “gatos gordos” foi um tratamento negativo dado aos comercializadores, no início dos anos 2000. Naquela época, os comercializadores começaram a ocupar espaços no mercado elétrico, despertando a raiva dos segmentos que, por consequência, perdiam espaços.
“Gatos gordos” eram aqueles, então, que ficavam apenas na intermediação de negócios, ganhando muito dinheiro com o “trading”. Era assim que alguns viam os comercializadores, um segmento emergente e criativo. Como os gatos gordos dos armazéns do interior, que ficam deitados sobre os sacos de millho esperando a hora de dar o bote e pegar os ratos.
O comentário, no entendimento deste editor, está correto. É na hora das dificuldades que se revelam os competentes, aqueles que mostram que realmente são bons de negócios.