Da Redação, de Brasília (com apoio da Neoenergia) —
A distribuidora Neoenergia, em parceria com a 30ª Delegacia de Polícia da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), realizou, na última quarta-feira, 18 de março, a terceira fase da Operação Cripto Gato. A força-tarefa identificou e desativou uma mineradora de criptomoedas que funcionava de forma clandestina em São Sebastião, com desvio direto de energia.
São Sebastião é uma das cidades-satélites do DF, hoje denominadas regiões administrativas. Trata-se de uma região de grande crescimento, localizada nas proximidades do complexo penitenciário da Papuda, entre Brasília e a cidade mineira de Unaí. As mineradoras de cripto-moeda utilizam energia elétrica em larga escala, como se fossem um data-center de pequeno porte.
Durante a fiscalização, foram apreendidas 160 máquinas de mineração que operavam ininterruptamente, além de um transformador. O local foi interditado e a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar possíveis crimes relacionados à atividade.
O esquema, denominado pela PCDF como Satoshi Fase II, causava instabilidade no fornecimento da região, afetando residências, comércios e produtores rurais. A estimativa é de impacto financeiro superior a R$ 1,5 milhão, com consumo irregular equivalente ao de mais de 10 mil moradias por mês.
“Temos intensificado a fiscalização sobre esse tipo de atividade diante das irregularidades identificadas. A mineração de criptomoedas exige alta demanda energética e infraestrutura adequada. No imóvel vistoriado, os equipamentos estavam conectados de forma irregular, sem medição, o que sobrecarregava o sistema e aumentava o risco de falhas e danos”, explica Wilson Matias, supervisor de Recuperação de Energia da Neoenergia Brasília. “As ações de combate ao furto de energia continuarão em todo o Distrito Federal, garantindo segurança e qualidade no fornecimento”, completa.
A primeira etapa da Operação Cripto Gato ocorreu em janeiro deste ano, quando duas mineradoras foram desativadas, com prejuízo estimado em R$ 400 mil e consumo equivalente ao de cerca de 3 mil residências por mês. Já na segunda fase, realizada no fim de fevereiro, três unidades foram desativadas, com perdas estimadas em R$ 5 milhões e consumo comparável ao de aproximadamente 34 mil unidades residenciais mensais.
Segurança – O furto de energia, conhecido como “gato”, coloca em risco a vida de quem o pratica e da população. Além de ser perigoso, compromete o fornecimento de energia da região, podendo causar sobrecarga na rede, danos aos equipamentos e interrupções no abastecimento.
A Neoenergia lembra que é crime furtar energia, conforme previsto no artigo 155 do Código Penal Brasileiro, com pena de até oito anos de reclusão.