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Os modelos matemáticos de formação de preços são uma espécie de conto do vigário

Há anos, este editor vem escrevendo no site “Paranoá Energia” sobre o modelo computadorizado de formação de preços da energia elétrica, no Brasil.

Para o editor, esse modelo matemático é uma enorme bobagem, um dinheirão jogado fora, que só faz a alegria dos consultores que vivem do modelo. Enfim, não passa de uma fantasia travestida de refinamento intelectual.

Por isso, o editor é visto como figura folclórica, pelo mercado elétrico, onde todos os profissionais são adeptos desse modelo inútil. Alguns mais agressivos costumam ligar para o editor, para dizer que ele é idiota, despreparado, desqualificado academicamente e que não pode, por isso, fazer críticas ao modelo. Deus Pai. Esses caras devem ser terraplanistas.

O modelo é visto por seus defensores como algo que não se pode criticar. Afinal, se baseia na ciência. E um reles jornalista, aliás, um idoso editor, que já está meio gagá, não pode sair por aí desmoralizando o sacrossanto modelo. Só os doutores em Matemática ou os os pós-graduados do setor elétrico nas universidades de Itajubá, Juiz de Fora, Rio de Janeiro, Campinas ou Belo Horizonte, entre outras, teriam condições intelectuais para comentar o assunto. Um reles jornalista? Sai fora.

Quero dizer, o modelo é idiota e seus defensores são mais idiotas ainda.

Por isso, este editor saúda a publicação, nesta terça-feira, 10 de fevereiro, do artigo assinado pelo professor Edvaldo Santana “O setor elétrico e a namorada de Brad Pitt”. Saiu no jornal “Valor Econômico”.

O editor do site “Paranoá Energia” fica muito feliz porque o professor Edvaldo Santana dispensa qualificações. Tem todos os títulos que um especialista do setor elétrico poderia ter no Brasil e provavelmente em muitos países. Portanto, o professor Edvaldo sabe o que está falando, pois ele não é um porralouca como este idoso editor.

Elegante como sempre, Edvaldo Santana não usa estas palavras, mas o que ele está dizendo no artigo é o seguinte: o modelo brasileiro de formação de preços da energia elétrica com base em programas computadorizados não passa de um conto do vigário. Só as namoradas do Brad Pitt que existem aos montes no setor elétrico acreditam nessas fórmulas engendradas pelos bruxos matemáticos do SEB.

Este editor hoje ganhou o dia com a solidariedade intelectual de Edvaldo Santana. Seria oportuno que os gênios reconhecessem que exageraram na dose e que está chegando o momento de refundar o modelo.

Gênios matemáticos do setor elétrico: um pouco mais de humildade não faz mal a ninguém.

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