Maurício Corrêa, de Brasília —
A Aneel, que vive reclamando que não tem dinheiro para comprar papel higiênico e nem cafezinho, mas que se acha uma agência reguladora de país milionário, está começando o ano de 2026 em alto estilo. A Aneel Tour está mandando um servidor para o exterior.
Mas se o leitor acredita que o servidor vai para o Paraguai, a Bolívia ou Uruguai, está completamente equivocado. A Aneel é igual a dona Baratinha e tem dinheiro na caixinha, como na música infantil. Outros órgãos do Governo provavelmente morrem de inveja da Aneel.
Desta vez, o especialista em Regulação Cássio Borrás Santos foi autorizado a viajar para o Japão, para fazer o curso denominado “Hydrogen Solution for Decarbonization”, promovido pela agência de cooperação internacional do Japão, a Jica. A propósito, o servidor não tem culpa de nada. A culpa é da diretoria, que não vê problema algum nesse exagero de viagens ao exterior e acha que está tudo certo.
O curso será realizado na segunda quinzena de fevereiro e o ato de autorização foi assinado pela diretora-geral substituta da Aneel, Agnes Aragão da Costa.
Entra ano e sai ano e a Aneel não se manca. Será que nenhum dos seus diretores percebe o que se passa na própria casa? Fiscalizar direito e com rigor a Enel SP, que é uma função dela, a Aneel não faz. Aquela fiscalização é um deus nos acuda. Mas fazer o seu povo viajar para o exterior, é com ela mesma. Nisso, a Aneel é ótima e não brinca em serviço.
O Brasil tá de olho, Aneel. Se cuide.