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ONS indica UHE´s cheias e carga em alta no SIN

Da Redação, de Brasília (com apoio do ONS) —

O boletim do Programa Mensal de Operação (PMO) da semana operativa entre os dias 06 e 12 de dezembro apresenta projeções de Energia Natural Afluente (ENA) com a Média de Longo Termo (MLT) atingindo patamares superiores a 80% em dois subsistemas, ao final de dezembro. No Sudeste/Centro-Oeste, a estimativa de ENA está em 89% da MLT e no Norte, em 82% da MLT. Já o Sul tem  indicador de 78% da MLT, enquanto o Nordeste segue com perspectiva de 50% da MLT. O  Custo Marginal de Operação (CMO) está equalizado em todas as regiões no valor de R$ 305,91.

“A melhora das afluências poderá contribuir para a recuperação dos níveis dos reservatórios após o período seco, ampliando a segurança energética do Sistema Interligado Nacional (SIN). Estamos acompanhando atentamente a evolução desses cenários, sobretudo com a aproximação do verão e o aumento sazonal das temperaturas, que elevam a demanda de carga pela sociedade”, explicou o diretor-geral do ONS, Marcio Rea.

Os cenários prospectivos para a demanda de carga apresentam aceleração no Sistema Interligado Nacional (SIN) e em todos os subsistemas, nas comparações entre as projeções para dezembro de 2025 e o verificado no mesmo período de 2024. A expansão no SIN deve chegar a 4,8% (83.890 MWmed). No Norte, a projeção é de 11,3% (8.744 MWmed) e no Sul, 9,4% (14.637 MWmed). Para Nordeste, o avanço deve registrar 3,4% (14.043 MWmed) e no Sudeste/Centro-Oeste, 2,8%% (46.465 MWmed). 

Valor agregado do ONS

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apresentou para os agentes, na semana passada, os resultados do projeto Valor Agregado do ONS. A iniciativa estimou uma economia de R$ 12,6 bilhões para a sociedade brasileira no período de um ano com as atividades relacionadas à gestão do Sistema Interligado Nacional (SIN) promovidas pelo Operador. 

Realizado em parceria com a consultoria PSR, o projeto teve como objetivo mensurar financeiramente os benefícios proporcionados pela atuação do ONS no setor elétrico. Nesta etapa, foram selecionadas cinco atividades: Coordenação das Cascatas; Perturbações Evitadas; Definição de Critérios de Aversão ao Risco; Proposição do Plano de Ampliação e Reforços (PAR) e Alocação de Reserva de Potência Operativa – e calculados os seus benefícios financeiros para a sociedade brasileira.  

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