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Sabesp paga R$ 1,1 bi por 70% da Emae

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) comprou 70% do controle da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) por R$ 1,131 bilhão, em operação que envolve a Vórtx Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários e a Eletrobras. Com a aquisição, a Sabesp passará a deter 70,1% do capital total da Emae. O negócio está sujeito à aprovação das autoridades regulatórias e concorrenciais, entre outras condições suspensivas.

A Sabesp explicou que o negócio representa um marco estratégico, com benefícios em duas frentes: segurança hídrica e ativos elétricos. No primeiro caso, informa em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que a aquisição permitirá integrar os sistemas Guarapiranga e Billings. Assim, haverá maior flexibilidade na gestão dos recursos hídricos da região metropolitana de São Paulo, ampliando a segurança do abastecimento e potencializando os usos múltiplos desses mananciais.

Em relação aos ativos elétricos, a Emae dispõe de um portfólio com geração de caixa sólida, sustentado por contratos de longo prazo indexados à inflação, o que contribui para a estabilidade financeira e a geração sustentável de valor.

“Ao unir a segurança hídrica ao potencial energético, a aquisição amplia a sinergia entre os negócios da Companhia e consolida uma base mais robusta para enfrentar os desafios climáticos e de demanda crescente por serviços essenciais”, afirma.

O acordo com a Vórtx envolve 74,9% das ações ordinárias da Emae, por R$ 59,33 cada. A distribuidora de títulos atua como agente fiduciário e representa os debenturistas da Primeira Emissão de Debêntures Simples, não conversíveis em ações, da Phoenix Água e Energia S.A., que adquiriu o controle da Emae no leilão de privatização.

Já com a Eletrobras, a Sabesp, por meio de uma subsidiária, comprou 66,8% das ações preferenciais da Emae, a R$ 32,07 por papel.

Conforme a Sabesp, as transações foram negociadas separadamente com as respectivas contrapartes e suas consumações dependerão do cumprimento das condições acordadas.

Segurança hídrica

Mais que uma operação comercial, para o Governo do Estado de São Paulo, a aquisição pela Sabesp de 70% do capital total da Empresa Metropolitana de Água e Energia (EMAE) é um reforço da segurança hídrica da população paulista.

A leitura do Palácio dos Bandeirantes foi expressa em nota enviada aos veículos de comunicação pela assessoria de imprensa do Governo Paulista.

“O Governo de São Paulo avalia que a aquisição de 70% do capital total da Empresa Metropolitana de Água e Energia (EMAE) pela Sabesp poderá reforçar a segurança hídrica da população paulista, otimizando o gerenciamento de um complexo sistema de barragens, diques e reservatórios, como Billings e Guarapiranga, essenciais para a resiliência hídrica, em especial da região metropolitana de São Paulo”, diz a nota.

Ainda, de acordo com o Governo do Estado de São Paulo, “a aquisição é uma operação de mercado e pode ampliar os investimentos em segurança hídrica, com o plano da Sabesp de aumentar a reservação de água e o volume de produção em 7 mil litros por segundo usando a estrutura dos reservatórios, garantindo mais resiliência para a Região Metropolitana e a Baixada Santista”.

Notificação

Após ter sido alvo de notícias neste domingo sobre negociações envolvendo a troca de seu controle acionário, envolvendo a Sabesp, a Vórtx Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários e a Eletrobras, a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), até agora controlada pela Phoenix Água e Energia, informou na tarde deste domingo, 05, ter recebido uma notificação Vórtx sobre o vencimento antecipado de debêntures emitidas pela Phoenix, garantidas por ações de emissão da EMAE.

A Vórtx é agente fiduciário das debêntures emitidas pela Phoenix, que detém 75,80% das ações ordinárias, correspondentes a 30,29% do capital total da EMAE.

Na prática, foi esse vencimento antecipado de debêntures que levou o credor a negociar a venda das ações do bloco de controle da EMAE para a Sabesp, conforme anunciado pela empresa de saneamento paulista. Paralelamente, a Sabesp também negociou a compra de 66,8% das ações preferenciais da empresa até agora detidas pela Eletrobras.

Em fato relevante divulgado a mercado, a Emae afirma que não participou das negociações ou transações anunciadas, e apenas tomou conhecimento das operações por meio das divulgações feitas pela Sabesp e pela Eletrobras, bem como sua repercussão na imprensa.

“A Companhia informa que suas operações seguem normalmente e entrou em contatocom a Phoenix para obter maiores informações a respeito”, acrescentou.

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