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MME a serviço da reeleição. Saudade do Justo Veríssimo

Afinado politicamente com o presidente da República, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, mostra que a Pasta do MME na sua gestão (ele adora um populismo) de certa forma se antecipou à nova marca do Governo, anunciada em Brasília, nesta segunda-feira, 1º de setembro.

“Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro”, é a nova marca do atual Governo Federal. A campanha não deixa por menos:

“Esse governo tem lado. O lado do Brasil contra quem ameaça a nossa soberania. O lado do povo contra os privilégios e injustiças que impedem nossas famílias de prosperar. O lado de quem trabalha , empreende e move o nosso país. Governo do Brasil: ao lado do povo brasileiro”.

Os magos da Comunicação que bolaram a campanha entendem do assunto e este editor não vai aqui discutir pormenores da campanha, pois não é o objeto deste site.

Mas o “Paranoá Energia” não pode deixar de registrar o apoio premonitório total do ministro Silveira à campanha, com iniciativas populistas nascidas no MME, que se encaixam como uma luva na nova campanha do presidente Lula.

O site lembra a iniciativa de deixar de se cobrar a conta de luz de 60 milhões de consumidores e, mais recentemente, o chamado “Gás do Povo”, uma proposta que garantirá a distribuição gratuita de 70 milhões de botijões de GLP em todo o País, beneficiando cerca de 16 milhões de famílias carentes.

Silveira pode não entender patavina de energia, mas entende muito de medidas populistas na sua Pasta que podem beneficiar o projeto político do atual presidente. Do jeito que está desenhada a nova campanha do Governo, tudo indica que o ministro de Minas e Energia, com a sua vontade de atender ao presidente e seu apreço pelo populismo, serviu de inspiração para parte dela.

Se alguém está esperando alguma decisão sobre o curtailment ou sobre distribuidoras que prestam péssimo serviço à população, esqueça. Não é com Silveira. Isso não dá voto. O negócio do ministro é o povo, principalmente as pessoas mais simples, que ficam felizes em ganhar botijões de gás ou não pagar contas de luz e que, de preferência, retribuam em favor do governo na hora de votar.

Este editor tem muita saudade do Justo Veríssimo.

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