Maurício Corrêa, de Brasília —
Vestindo a sua vistosa camisa vermelha, que de longe o aproxima do visual do PT, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, estava feliz como uma criança que ganha um pirulito, nesta quinta-feira, 24 de julho, na cidade de Minas Novas, no Vale do Jequitinhonha, a 532 km de distância de Belo Horizonte.
Engana-se quem acha que o ministro de Minas e Energia estava em Minas Novas apenas para fugir da sua rotina em Brasília. Tem gente que acha que não acontece nada na sua Pasta, que cuida da mineração e da energia, então o ministro precisa encontrar outras coisas para ocupar o precioso tempo e justificar a remuneração ministerial.
Silveira estava, aliás, numa missão nobre. Acompanhava o presidente da República em viagem à região. O presidente tinha uma razão especial para estar no Vale do Jequitinhonha: foi anunciar a liberação de verba para a região, que está entre as mais pobres do Brasil.
O ministro de Minas e Energia aproveitou que estava entre lideranças indígenas e quilombolas e fez uma síntese das grandes obras na sua Pasta para beneficiar as populações indígenas e quilombolas de todo o Brasil.
Gente fofoqueira alega que o ministro passa mais tempo em Minas Gerais do que em Brasília, ou mais tempo ocupando-se de agendas de outros ministérios e não do seu. Este site não acredita nisso. Ao contrário, acredita firmemente que o ministro não está nadinha interessado na eleição do próximo ano. E só pensa na agenda do MME.
Enfim, política é uma bela confusão. É apenas coincidência que Alexandre Silveira praticamente toda semana está em algum lugar de Minas Gerais. Não está em campanha. Seria muita crueldade pensar uma coisa feia assim. Vejam só como o ministro mais lulista do Governo, deixando a Gleisi com inveja, se manifestou no Instagram:
Editado•1 d
Trem bão é estar em Minas ao lado do presidente @lulaoficial.
Hoje, em Minas Novas, o presidente e o ministro da Educação, @camilosantanaoficial, anunciaram o primeiro campus quilombola do Brasil — um marco importante e um compromisso do governo federal com a justiça social e a reparação histórica da cultura dos indígenas e dos quilombolas.
No meu discurso, destaquei que o programa Luz do Povo vai beneficiar as comunidades quilombolas de Minas e de todo o Brasil, com descontos e isenção nas contas de luz.