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Tempo seco já impacta CMO, mostra ONS

Da Redação, de Brasília (com informações do ONS) —

O Custo Marginal de Operação (CMO) para a semana operativa, definido pelo ONS, teve um aumento bastante expressivo e reflete o período sazonal de falta de chuvas. O valor em todos os subsistemas passou de R$ 175,11/MWh para R$ 228,49/MWh. 

É o que consta do boletim do Programa Mensal da Operação (PMO) que compreende a semana operativa de 05 a 11 de julho. O documento apresenta perspectiva de estabilidade para o índice de Energia Armazenada (EAR), em relação às primeiras projeções do mês. Os níveis de armazenamento dos reservatórios ao longo do mês devem se manter acima de 60% em todos os subsistemas.

As maiores elevações previstas se concentram no Norte, que deve chegar ao final do mês em 95,9% e no Sul, com expectativa de 89,3%. No caso do Nordeste, se confirmada a previsão, a EAR deverá chegar a 65,2% e no Sudeste/Centro-Oeste a 64,6%. 

As previsões de afluências se mantêm com três subsistemas apresentando projeções de Energia Natural Afluente (ENA) abaixo da Média de Longo Termo (MLT). A exceção é a região Sul, que deve atingir índice de 115% da MLT. Para os demais, os percentuais esperados para o último dia do mês são: 83% da MLT no Sudeste/Centro-Oeste; 64% da MLT no Norte; e 41% da MLT no Nordeste. 

“Graças a uma política operativa de preservação dos recursos hídricos, a região Sul recuperou parcialmente os níveis de armazenamento nos reservatórios. Continuamos acompanhando as necessidades do SIN para antecipar soluções capazes de manter o atendimento das cargas”, afirma o diretor-geral do ONS, Marcio Rea. 

Os cenários prospectivos para a demanda de carga são de expansão no Sistema Interligado Nacional (SIN) e em três subsistemas. O SIN deve ter avanço de 0,3% (76.009 MWmed). Os submercados que devem registrar crescimento são o Norte, 4,4% (8.112 MWmed), o Nordeste, 3,7% (12.837 MWmed) e o Sul, 1,5% (13.609 MWmed). Para Sudeste/Centro-Oeste, as estimativas são de redução de 1,9% (41.451 MWmed). Os percentuais comparam as projeções de julho de 2025 com os resultados verificados no mesmo período de 2024.