Da Redação, de Brasília (Com apoio do MME e ONS) —
As autoridades do setor elétrico esperam normalizar nesta terça-feira, 07 de junho, as condições de abastecimento na região sudeste, depois que fortes vendavais provocaram , na região de Campinas, em São Paulo, na madrugada do último domingo, 05 de junho, a queda de cinco torres de transmissão. Mesmo com essa nova contingência na rede básica não houve perda de carga de consumidores, garantiram o MME e o ONS. Os consumidores continuaram sendo supridos pelos demais equipamentos em operação.
As chuvas causaram desligamento automático das seguintes linhas da Rede Básica do Sistema Interligado Nacional:
• LT Santo Ângelo/Replan 440 kV, da CTEEP;
• LT Santo Ângelo/Mogi Mirim 440 kV, da CTEEP;
• LT Campinas/Itatiba 500 kV, de Furnas.
A LT Campinas/Guarulhos, de 345 kV de Furnas, foi também desligada pela atuação do sistema de proteção, face à queda dos cabos LT Campinas/Itatiba sobre esta linha. Também houve desligamentos localizados no sistema de distribuição da CPFL, devido a perdas de linhas de transmissão desda empresa.
Este é o segundo temporal que atinge o estado de São Paulo nos últimos dias. No dia 1º de junho, o sistema elétrico suportou a queda de 13 torres de transmissão de alta tensão nas regiões de Ilha Solteira, Bauru, Araraquara e Campinas. A queda não provocou cortes de carga aos consumidores. A previsão é que o sistema seja normalizado nesta quarta-feira.
Devido aos registros de temporais nos últimos dias, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) divulgou novas medidas operativas adicionais que garantirão, a partir desta segunda-feira, 06 de junho, segurança e confiabilidade no suprimento da região de Campinas e da cidade de São Paulo, até que sejam restabelecidos os equipamentos afetados.
Furnas e CTEEP, por exemplo, estão envidando todos os esforços possíveis para que as torres de transmissão sejam recuperadas e as linhas voltem a ser disponibilizadas para a operação. Nesta terça-feira, estava previsto o retorno de duas linhas: a LT 500 kV Araraquara-Campinas (Furnas) e a LT 440 kV Bauru-Cabreúva (CTEEP). Como resultado dos estudos realizados, será adotado pelos Centros de Operação do ONS um procedimento especial de supervisão e controle dos fluxos de energia na região afetada, realizando, em tempo real, a gestão mais segura face à situação do sistema.
O MME advertiu que, caso seja necessário, dependendo do comportamento da carga, da disponibilidade de geração hidráulica e do desempenho do sistema, poderá haver a utilização de geração térmica.